Mais de 80 por cento dos cuidados são assegurados por cuidadores informais que frequentemente caem em situações de burnout ou esgotamento porque as exigências ultrapassam a sua capacidade pessoal e os recursos externos de apoio à actividade .
Depois do falecimento do familiar, muitos ex-cuidadores não conseguem reinserir-se socialmente e ficam a tomar ansiolíticos e antidepressivos. O cuidador, quando já tem uma certa idade e a saúde fragilizada, corre o risco de falecer antes do familiar incapacitado ao seu cuidado devido à sobrecarga física e emocional.
Frequentemente os cuidadores e ex-cuidadores têm sintomas de stresse pós-traumático, como pensamentos intrusivos (pensamentos negativos), ansiedade incapacitante e hipervigilância (estado constante de angústia e aflição).
Com o acompanhamento de um psicólogo ou psicoterapeuta, é possível melhorar os sintomas apesar de a sensação de perda poder nunca desaparecer completamente. O sucesso da psicoterapia depende da destruição da origem do sofrimento psicológico o que significa enfrentar a sua causa.

A fonte https://newoldage.blogs.nytimes.com/2013/02/22/for-traumatized-caregivers-therapy-helps/?src=recg (New York Times), conta a situação real de uma mulher que foi cuidadora do seu pai até ao dia em que ele deu entrada num hospital devido a um problema de saúde pouco relevante.
Nessa noite, inesperadamente, ele teve um ataque cardíaco por volta das 3 horas da manhã e faleceu só. A filha foi avisada a essa hora pelo hospital por telefone, e a partir dessa altura passou a acordar todas as noites pelas 3 horas da manhã (hora da morte do pai) com ataques de pânico.
A filha e ex-cuidadora ficou com sentimentos de culpa pelo seu pai ter falecido sem a sua companhia, e precisou de acompanhamento psicológico para conseguir fazer o luto e se equilibrar emocionalmente.
