
Segundo a Organização Mundial de Saúde a depressão é a quarta causa de incapacidade no mundo atualmente, e em 2020 passará a ser a segunda maior, ficando apenas atrás das doenças cardiovasculares.
A depressão caracteriza-se por um sofrimento de tamanha intensidade, que dificilmente pode ser imaginada por quem não a sente. Para o deprimido o facto de a sua dor não ser reconhecida torna mais forte a sensação de estranheza e pena de si mesmo. (Kapczinski, 2000).
A relação entre depressão e demência é tão estreita que alguns cientistas acreditam que a primeira pode ser um dos primeiros sintomas da segunda. As pessoas com depressão têm um risco acrescido de padecerem de Alzheimer e os pacientes de Alzheimer têm uma elevada prevalência de depressão. A trajetória depressiva que vai de sintomas iniciais leves a um aumento da intensidade sintomática pode indicar o risco de demência entre idosos.

A depressão afeta a cognição e pode provocar a condição de pseudodemência, que possui sintomas semelhantes à demência.
A forma como esta doença se manifesta depende de pessoa para pessoa. Ela tanto pode surgir como um único episódio, como aparecer repetidamente durante longos períodos de tempo, ou ainda piorar ao longo do tempo. É esta última possibilidade que segundo um grupo de cientistas holandeses aumenta significativamente o risco de demência. Cientistas da Universidade Rotterdam Erasmus publicaram um estudo na revista Lancet Psiquiatria que conclui que a depressão que piora ao longo do tempo, ao contrário de episódios repetitivos ou de um único episódio depressivo, aumenta o risco de uma pessoa desenvolver demência.
Um estudo realizado pela Universidade de Cambridge no Reino Unido que contou com a participação de 1 858 indivíduos, estabeleceu uma relação entre a presença na saliva da hormona cortisol (hormona do stress) e a depressão. Foram analisadas amostras de saliva matinais da hormona ao longo de 12 meses, e verificou-se que as pessoas que tinham níveis elevados da hormona cortisol na saliva possuíam uma possibilidade substancialmente superior de sofrer de depressão. O stress surge quando se está perante uma situação que ameaça o bem-estar. Perante essa ameaça o organismo produz a hormona cortisol, que faz subir o nível de açúcar no sangue (energia para "defrontar a ameaça"), aumenta o ritmo cardíaco, sobe a tensão arterial e desativa as ondas cerebrais relacionadas com a criatividade. Com essas alterações fisiológicas o organismo fica pronto para enfrentar ou fugir da “ameaça”.
A depressão também é causa de subida do número de internamentos hospitalares, risco de doença cardiovascular e aumento da taxa de suicídio.
O estilo de vida, a atividade física, a saúde cardiovascular e a saúde emocional afetam a saúde mental, pelo que ao longo do ciclo de vida deve-se manter um estilo de vida saudável, fisicamente ativo, uma dieta equilibrada e é de evitar o stress prolongado.
Podem ser fatores de depressão nos mais Velhos:
· Isolamento social;
· Dor crónica;
· Dificuldade de executar as atividades de vida diária (fazer a higiene, vestir, alimentar, etc.);
· Dificuldade de gerir as atividades instrumentais de vida diária (incapacidade de gerir a vida);
Quando surgem dificuldades de gerir as atividades de vida diária e as atividades instrumentais de vida diária, um pequeno apoio da família pode ser suficiente para melhorar o bem-estar e manter o familiar sénior no seu domicílio.

A planta Hypericum perforatum ou “erva de São João” possui propriedades antidepressivas e é frequentemente prescrita como antidepressivo na Alemanha. Vários estudos têm demonstrado que a erva de São João alivia os sintomas de depressão leve e está associada a poucos efeitos secundários. A bebida deve ser preparada com a infusão da planta seca, nomeadamente da parte vegetativa aérea e das extremidades florais. Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos concluíram que a erva de São João é mais eficaz do que um placebo (“medicamento” inofensivo na sua composição química com efeitos psicológicos). Deve-se ter em conta que o consumo de suplementos nutricionais e ervas de venda livre podem interferir com a ação de medicamentos prescritos pelo médico. Os tratamentos da ciência médica habitualmente usados no tratamento da depressão incluem antidepressivos ou ansiolíticos combinados com a psicoterapia.
Fonte:
https://www.clikisalud.net/la-depresion-podria-aumentar-el-riesgo-de-demencia
https://www.2ti.es/2016/05/depresion-riesgo-demencia/