Uma pessoa entra em stress quando o grau de exigência de uma determinada circunstância é superior aos recursos pessoais e sociais que possui, e essa situação é muito comum nos cuidados informais. O cuidador tem de lidar diariamente com situações que desafiam as suas capacidades e recursos.
Quanto mais prolongada e intensa é a situação indutora de stress, piores serão as consequências para a saúde física e psíquica..

Quadro com as alterações que a presença e ausência de stress provocam no organismo
A importância subjectiva do stress
São raras as situações que podem induzir stress em termos absolutos, isto é, em que haja a certeza que afectam todas as pessoas.
Mesmo em situações extremas como por exemplo num terramoto, as reacções individuais variam muito em função do significado e da importância subjectiva que é atribuída ao acontecimento.
As alterações que acontecem no organismo (respiração, ritmo cardíaco e circulação do sangue, temperatura, digestão, subida da pressão arterial, subida do nível de glicemia, produção de hormonas como o cortisol e enfraquecimento do sistema imunitário) podem ser atenuadas ou anuladas dependendo do apoio social, dos recursos pessoais e da forma como é avaliada a ameaça ao bem-estar e à segurança.

Em suma uma situação indutora de stress para um cuidador, não o é necessariamente para outro. Isso pode acontecer devido:
· À diferença da avaliação subjectiva das circunstâncias (ex.: a situação referida anteriormente do terramoto);
· Aos recursos pessoais (conhecimentos sobre a actividade de cuidar, dinheiro, …);
· Aos recursos sociais (rede de amigos, suporte da família, apoio de instituições sociais e de saúde, …).
A sobrecarga crónica significa stress prolongado no tempo, o que vai provocando alterações cognitivas (dificuldade de concentração, perda de memória, diminuição da capacidade de raciocínio, ...) e de comportamento (maior irritabilidade, ...). Essas alterações são formas de o corpo avisar que é preciso mudar alguma coisa. A pseudodemência é uma forma de demência provocada por uma depressão. O stress crónico provoca a atrofia de zonas do cérebro associadas com a aprendizagem, memória e compromisso emociona.
Fontes:
O Stress na Vida de Todos os Dias, de Adriano Vaz Serra
http://www.huffingtonpost.com/2014/11/18/brain-stress_n_6148470.html