A importância da deteção precoce da doença de Parkinson

 

 

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente em pessoas com mais de 65 anos logo depois da doença de Alzheimer.

O diagnóstico do início da doença pode confundir os especialistas clínicos porque os sintomas assemelham-se com uma depressão, problemas articulares, quedas ou uma grande apatia. A patologia é frequentemente subdiagnosticada porque o começo é insidioso e heterogéneo na sua apresentação clínica, especialmente nas pessoas idosas. A deteção da doença pode demorar anos. Caso a pessoa padeça de outras patologias que também afetem a mobilidade como a artrose ou doenças cardiorrespiratórias, a doença de Parkinson pode ser ainda mais incapacitante.

Diagnóstico na fase inicial 

A idade média do começo da doença é de 65 anos, e calcula-se que existam 7 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo. A incidência é mais frequente em pessoas de idade avançada e por esse motivo os sinais de tremor e lentidão de movimentos podem ser erradamente confundidos com o envelhecimento. É importante que se consulte o médico logo que se detetem estes sinais para se averiguar a necessidade de avaliação feita por um especialista em neurologia. O atraso na deteção resulta na maior deterioração da qualidade de vida. Por esse motivo o diagnóstico assertivo e precoce é vital, já que beneficia não só a pessoa com Parkinson porque passa a receber quanto antes um tratamento, como também reduz consideravelmente os custos que a doença gera no sistema de saúde.

 

 

Abordagem multidisciplinar 

Uma vez feito o diagnóstico da doença, é importante que se faça uma abordagem multidisciplinar com a participação de vários profissionais: médico geriatra, especialista em neurologia, enfermeiro, fisioterapeuta, assistente social, terapeuta da fala, etc. O objetivo é a avaliar globalmente todas as necessidades da pessoa: sociais, psicológicas e físicas.

Por último é de sublinhar a importância de consultar um especialista perante sintomas não motores da doença: problemas de memória, alteração no conteúdo do pensamento, alterações de humor, dor, insónia, etc. Estes sintomas surgem com a evolução da doença e podem ser tão incapacitantes como a diminuição da capacidade motora.

As pessoas com Parkinson podem ter dificuldade em andar, mudar de posição, comunicar, fazer a higiene, vestir-se, alimentar-se, assim como relacionar-se com a família e amigos. É por isso que os cuidadores desempenham um papel importante no cuidado integral do indivíduo com Parkinson.

 



Fontes:

Infosalus

https://www.segg.es/actualidad-segg/2019/04/11/dia-mundial-parkinson-clave-la-deteccion-precoz-de-la-enfermedad-y-un-abordaje-multidisciplinar-del-paciente?platform=hootsuite

Federação Espanhola de Parkinson

Cruz Roja de España 



 Artigo “A DOENÇA E A DEMÊNCIA DE PARKINSON” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/176-a-doenca-e-a-demencia-de-parkinson-2

Artigo “A DEMÊNCIA DE CORPOS DE LEWY O ALZHEIMER E O PARKINSON” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/65-a-demencia-de-corpos-de-lewy-o-alzheimer-o-parkinson

Artigo “A DEMÊNCIA DE CORPOS DE LEWY E O ALZHEIMER” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/198-a-demencia-de-corpos-de-lewy-e-o-azheimer

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