"A fase moderada da doença de Alzheimer é a que gera um impacto mais negativo sobre as famílias." Raquel Garcia Santelesforo
A pessoa com demência vai perdendo gradualmente a sua autonomia e na fase intermédia da doença, começa a precisar de ajuda para realizar as actividades da vida diária (tomar banho, vestir, alimentar-se, etc.).
A linguagem começa a ficar afectada o que dificulta a comunicação, e podem acontecer nesta fase distúrbios comportamentais, como por exemplo a agressividade.
Surge a necessidade por parte do cuidador de supervisionar durante quase 24 horas por dia o familiar doente, o tempo começa a ser um inimigo e surge a fadiga crónica.
Á medida que a doença progride a qualidade de vida dos cuidadores diminui. As famílias passam progressivamente por grandes mudanças que afectam o trabalho, a situação económica, o tempo de lazer, as relações familiares, a saúde e o estado anímico.
Devido a todas essas mudanças, os cuidadores têm que lidar com um grande número de emoções negativas, a que acresce a necessidade de fazer o luto pela perda psicológica do familiar com demência.
Surgem no cuidador o cansaço físico e psicológico, as emoções negativas (tristeza, irritabilidade e sentimento de culpa), os problemas de saúde física e psicológica (ansiedade e depressão).
No familiar doente aumenta a dependência na realização das suas actividades básicas, cresce a dificuldade de comunicação e acontecem alterações de conduta (agitação, agressividade, etc.).
Em suma, esta fase é definida por um balanço negativo devido principalmente ao cansaço e às emoções negativas, com aumento das exigências dos cuidados e diminuição dos recursos dos cuidadores.

Quais são as tarefas fundamentais que a família deve desenvolver nesta fase?
· Prevenir a síndrome do cuidador
A demência é uma doença progressiva que obriga as famílias a estarem em constante adaptação. É importante que em cada etapa haja momentos de reflexão sobre o sistema de cuidados estabelecido, já que este podia ser válido para a fase anterior mas comece a ser insuficiente para o actual momento.
O sistema de cuidados correcto é aquele que permite manter o equilíbrio entre os cuidados prestados às pessoas com demência e as necessidades pessoais dos cuidadores.
A principal tarefa nesta fase é a de incentivar os cuidadores cuidarem de si mesmos para evitar o chamado esgotamento ou burnout.
· Incorporar ajuda externa
Manter o equilíbrio entre as necessidades da pessoa com demência e a dos seus cuidadores não é uma tarefa simples. Nesta fase, é aconselhável entrar em contacto com instituições de apoio social, de modo a encontrar ajuda e informação sobre os recursos existentes e recomendados para a situação.
As famílias devem reforçar o sistema de cuidados familiares com apoio externo e fazer adaptações em casa que permitam que a actividade de cuidar seja mais fácil para a pessoa com demência e para o cuidador.
· Responder às alterações de comportamento
Os distúrbios comportamentais são a principal fonte de sobrecarga da família e com o seu surgimento a família deve:
- Consultar um médico.
É necessário avaliar qual é a causa da aparição desses distúrbios comportamentais porque às vezes podem ser devido a motivos orgânicos. Embora não exista cura para a demência, existem tratamentos que actuam nos sintomas e diminuem a sua frequência e / ou intensidade.
- Formar-se e informar-se.
Lidar com alterações de comportamento não é fácil, pelo que o cuidador deve adquirir conhecimentos para estar preparado para gerir esses momentos.
Baseado na fonte https://blogcrea.imserso.es/fase-moderada-del-alzheimer-buscando-un-equilibrio/
Links de acesso a artigos relacionados com este tema:
https://www.cuidador.pt/blogue/136-deve-se-dizer-a-um-familiar-que-ele-tem-a-doenca-de-alzheimer
https://www.cuidador.pt/blogue/71-e-alzheimer-ou-e-uma-infeccao-do-trato-urinario
https://www.cuidador.pt/blogue/48-como-se-deve-comunicar-com-um-paciente-de-alzheimer