Por que razão o consumo de calorias deve diminuir com o envelhecimento?

 Segundo a Organização Mundial de Saúde, a necessidade de consumo de calorias diminui aproximadamente 10% em cada 10 anos a partir dos 60 anos.  A quantidade de energia (calorias) necessária para manter as funções vitais do organismo em descanso (consumo energético basal) diminui à medida que a idade avança. 

O consumo energético basal representa aproximadamente 60 -70% do consumo energético total do nosso organismo. Uma fórmula simples de calcular o consumo energético basal diário é fazer a conta: peso (kg) x 30 Kcal/dia. Também está comprovado cientificamente que a dieta pobre em calorias (i.e., dieta hipocalórica) está relacionada com a longevidade e ausência de doenças crónicas.

Além da idade, a quantidade de energia necessária para as funções vitais do corpo também depende do sexo, composição corporal temperatura do ambiente (o frio aumenta a necessidade de calorias para regular a temperatura do organismo) e pela presença de doenças (o organismo precisa de mais calorias/energia para combater doenças).

O gasto de energia basal (i.e., energia mínima necessária para manter as funções vitais) diminui à medida que aumenta a idade, e depende do sexo, composição corporal, temperatura do ambiente e presença de doenças. Com o avançar da idade diminui natural e progressivamente a necessidade de calorias devido à diminuição da atividade física e da massa muscular, porque quanto maior é a massa muscular, maior é a necessidade de energia em descanso.



Causalidade da obesidade

A etiologia da obesidade é complexa, e a genética pode ter forte influência no desenvolvimento da obesidade. Há diferenças individuais na suscetibilidade à obesidade, o seu desenvolvimento possui múltiplas causas, e é o resultado de complexas interações entre fatores genéticos, psicológicos, socioeconómicos, culturais e ambientais.

Desordens endócrinas também podem conduzir à obesidade, como por exemplo o hipotireoidismo e problemas no hipotálamo, mas estas causas representam menos de 1% dos casos de excesso de peso. Outros problemas dessa mesma origem incluem alterações no metabolismo de corticosteroides, hipogonadismo em homens e ovariectomia em mulheres, e a síndrome do ovário policístico, a qual pode estar relacionada a mudanças na função ovariana ou à hipersensibilidade no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Problemas psicológicos também estão associados ao ganho de peso, como por exemplo stress, ansiedade e depressão, influenciando principalmente o comportamento alimentar.

O envelhecimento está ligado ao ganho de gordura por estar associado a fatores como declínio na taxa metabólica basal em consequência da perda de massa muscular, diminuição na prática de atividades físicas e aumento no consumo alimentar.

 A dieta e a atividade física são especialmente responsáveis pela diferença na prevalência da obesidade em diferentes grupos populacionais. Os indivíduos que consomem maior número de pequenas refeições ao longo do dia apresentam em princípio menor obesidade do que aqueles que consomem refeições em menor número, mais espaçadas e mais pesadas.

Ao contrário do que acontece com a massa muscular, durante o processo de envelhecimento é natural que aumente a gordura corporal no abdómen (homens) e na zona pélvica e seios (mulheres), e essa tendência pode ser agravada perante situações de sedentarismo. 

A obesidade resulta na morbidade e mortalidade já que é fator de risco para doenças como diabetes tipo II, hipertensão, doenças cardiovasculares e cálculo na vesícula biliar.


Fonte: Factores de riesgo nutricional en mayores institucionalizados-1 (1)_4KOg.pdf (ow.ly)


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