
1. Nunca pergunte “por que é que ...”?
É fácil cair na armadilha de fazer perguntas como: "por que é que fizeste isso?" Ou "se gostaste da sopa ontem, por que é que não gostas hoje?”. Se a pessoa doente já não tiver a capacidade de raciocinar e avaliar o sentido das perguntas, vai entrar em ansiedade e consequentemente em sofrimento.
2. Ter atenção ao tom quando for obrigado a falar mais alto
Mesmo que a pessoa doente tenha perdido audição, é preciso ter em atenção que a subida do tom de voz pode ser percecionada como uma ameaça, quando o(a) cuidador(a) está, por exemplo, simplesmente a perguntar: "queres café?"
Não se trata somente do incómodo provocado pelo volume alto das palavras, mas também da disfuncionalidade do local no cérebro onde se processa o sentido à informação que surge com a audição.
3. Não responda à mesma pergunta várias vezes
Se a pessoa cuidadora cair na armadilha de responder consecutivamente a perguntas como por exemplo "como é que te chamas?", "de onde és?" ou "que horas são?", pode entrar em stress, irritação e perda de paciência.
Procure mudar de tema apelando à memória de longo prazo (memória que só numa fase mais avançada é afetada), ou sobre um interesse imediato da pessoa doente (como por exemplo o lanche preferido). No caso da demência de Alzheimer, as memórias mais antigas perduram mais tempo porque estão alojadas em locais do cérebro que só começam a ser afetadas em fases mais avançadas da doença. Uma das formas de diagnosticar a demência de Alzheimer, diferenciando-a de outras formas de demência, é detetar a perda da memória de curto prazo na fase inicial da doença.