Qual é o resultado da desocupação ou da ocupação incorrecta?

 

 


 

  

Independentemente da idade, o ser humano tem naturalmente necessidade de se manter ocupado, realizar atividades que permitam construir a sua identidade, manter o processo de desenvolvimento, dar sentido à vida e ocupar o tempo de forma adequada às necessidades individuais e sociais.

 

A ocupação é um importante instrumento para manter ou recuperar a saúde, e as ocupações que se conseguem manter ao longo do ciclo de vida são um indicador importante do estado de saúde. Se por um lado quando se adoece o resultado é a diminuição da capacidade de executar atividades ocupacionais que se realizavam anteriormente à perda de saúde, por outro lado a ocupação com atividades significativas para a pessoa são uma boa estratégia para recuperar ou atrasar a tendência de perda de saúde. 

 

Em particular nas pessoas mais idosas, a ocupação tem como objetivo o desenvolvimento e a realização pessoal e deve concretizar-se de forma equilibrada no estímulo das capacidades físicas e cognitivas, tendo sempre em conta os recursos de saúde física e cognitiva disponíveis. 

 


 

 


 

Tendo sempre presentes os recursos biopsicossociais da pessoa idosa, a ocupação deve incluir as seguintes quatro áreas:

 

1 – Autocuidado (atividades de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, dieta saudável, atividade física, etc.)

 

2 – Produção, seja ela remunerada ou não (acompanhar os netos, ajudar a família, fazer voluntariado, trabalhar de forma remunerada a tempo parcial, etc.)

 

3 – Lazer (atividades de distração, recreio, entretenimento, etc.)

 

4 – Descanso (dormir, relaxamento, etc.)

 

A terapia ocupacional deve guiar-se por atividades com significado emocional positivo para a pessoa que a pratica e é uma forma eficaz de atrasar a evolução da perda de independência que acontece naturalmente com o envelhecimento, seja ele primário (i.e., envelhecimento natural) ou secundário (i.e., envelhecimento patológico).

 

A distribuição equilibrada ao longo do dia das diferentes formas de ocupação (tendo obrigatoriamente em conta os recursos de saúde cognitivos e físicos pessoais) contribui para manter, atrasar a velocidade da perda ou mesmo recuperar a saúde.

 

Particularmente nas pessoas mais Velhas a desocupação ou ocupação incorreta resulta no aceleramento da perda de saúde e consequentemente na diminuição da autonomia porque é a utilização das nossas capacidades que mantém a sua função. 

 

 

 

 

 

 

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