
Segundo o artigo publicado no jornal de economia do semanário Expresso, daqui a 63 anos, Portugal terá 7,478 milhões de habitantes, 2,8 milhões dos quais idosos, o que irá levantar uma série de problemas a nível de economia e recursos humanos.
Aparentemente esta notícia publicada num jornal de referência, faz uma abordagem correcta do “problema” envelhecimento, mas se lermos com alguma atenção, encontramos uma vez mais um erro básico que é cometido pela generalidade dos nossos políticos e fazedores de opinião.
É que o problema não é envelhecer!
O problema é envelhecer mal, e a forma como a população envelhece depende em grande parte das políticas sociais e de saúde do país onde reside.
Invariavelmente o tema “envelhecimento” é abordado por uma perspectiva errada! Fazem-se cálculos aos custos, e esquece-se a prevenção!
As várias formas de Poder (incluindo a comunicação social) em vez de se preocuparem com o envelhecimento populacional, preocupem-se antes com o envelhecimento saudável, porque envelhecer também pode ser sinónimo de independência, autonomia e poupança de recursos ao Estado.
A notícia da revista "Expresso" também refere a urgência na criação do Estatuto do Cuidador Informal. Recorde-se que esse diploma legal deverá estar concretizado até ao final do próximo ano, e incluirá apoio fiscal e flexibilidade no horário de trabalho de quem é cuidador.
Link do artigo http://expresso.sapo.pt/economia/2017-08-26-Quem-vai-cuidar-de-28-milhoes-de-idosos--1