O período final de uma doença terminal é marcado pela deterioração geral da saúde, indicador de morte iminente (horas ou dias), muitas vezes acompanhado pela diminuição do nível de consciência. Esta fase pode criar exaustão e grande angústia com quebras emocionais nos membros da família.
Deve-se estimular a comunicação de sentimentos para que a pessoa paciente se sinta acompanhada, e os familiares iniciem o luto antecipado. A família deve saber o que fazer, sentir-se útil, estar preparada e informada sobre a possível evolução da situação.
É importante que se tenha noção que não há “vazio” de comunicação, porque mesmo quando não se fala com o paciente, está-se a transmitir informação através do choro às escondidas, das expressões de preocupação, dos gestos descontrolados, da mudança na maneira de comunicar, e no medo que transparece das perguntas que são feitas.
A AGONIA
A agonia é a fase que precede a morte e é difícil dizer quando começa e quanto tempo vai durar. Caracteriza-se por uma deterioração física evidente da pessoa paciente de dia para dia: maior fraqueza, sonolência, às vezes agitação, desorientação, desinteresse, anorexia e falência orgânica. A maioria das mortes ocorre com um nível de consciência perto do coma, e a pessoa doente por regra aparenta tranquilidade e atenuação ou mesmo ausência de desconforto e dor.

PERGUNTAS MAIS COMUNS NA FASE DA AGONIA
· “Ele pode ouvir-nos?” Sim, a pessoa pode ouvir mesmo na fase final da vida, e por isso é importante estar com ela, falar com ela, ter cuidado com o que é dito. É conveniente que a casa esteja sem ruídos e com poucas pessoas.
· “Ele apercebe-se do que está a acontecer?” Na fase da agonia, normalmente não, embora existam pacientes plenamente conscientes até ao último momento.
· “Temos que o alimentar ou dar-lhe de beber?” A pessoa não sente fome e não precisa de comer, a menos que o solicite. Ela deve receber líquidos em pequenas quantidades se estiver consciente. Caso esteja inconsciente deve-se molhar a boca com frequência.
· “Precisamos de continuar a dar a medicação?” Sim, a medicação (como por exemplo analgésicos) deve continuar a ser dada até ao final. Quando não é possível utilizar a via oral, ela pode ser administrada por outras vias.
· “Quanto tempo vai durar?” Não se sabe com certeza, mas o fim está próximo.
· “E quanto aos ruídos que surgem durante a respiração?” Eles são produzidos porque a pessoa não tem força para expulsar secreções acumuladas, e essa situação não pressupõe sofrimento. O mesmo acontece com as fases previsíveis de apneia (paragem de respiração) posteriores.
CONSELHOS
· A família deve ouvir e comunicar, e não ter medo das perguntas e reacções emocionais. Ela sente necessidade da família em todos os sentidos, incluindo o emocional.
· Existem formas recomendáveis que facilitam a comunicação, como por exemplo ver fotografias juntos, ler um texto a seu gosto, como romances ou livros religiosos. Deve-se ter sempre o foco em memórias positivas, porque isso dá um sentido à vida e estimula a reconciliação com o passado.
· O contacto físico é importante porque possibilita a comunicação de sentimentos que muitas vezes não podem ser transmitidos de outra forma (carícias, massagens, abraços, deitar-se ao lado dele, etc.).
· No final, quando a pessoa paciente está desorientada ou inconsciente, continua a ser aconselhável comunicar com ela, através do toque, carícias ou da fala.
Fonte:

http://www.cun.es/enfermedades-tratamientos/cuidados-casa/cuidados-ultimos-dias