A mudança regular de domicílio afecta a saúde dos seniores

Todos temos a responsabilidade de acompanhar os nossos seniores, cuidar deles e oferecer-lhes uma parte do muito que eles já nos transmitiram e ainda podem transmitir-nos.

Quando chega o período de férias, muitas famílias procuram uma residência temporária para os seus familiares séniores, sobretudo quando eles não têm capacidade para realizar a viagem com a restante família. Por vezes a solução é dividir a responsabilidade entre os restantes filhos.

Em Espanha, cerca de 0,6% das pessoas idosas dependentes mudam de casa frequentemente e 2,8% mudam do domicílio de um filho para a residência de outro filho pelo menos uma vez por ano, e isso acontece especialmente nas férias.

Para o presidente da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia, Dr. Jose Antonio Lopez Trigo, mudar de casa continuamente impede a integração do idoso na família, no ambiente, nas actividades comunitárias e dificulta o desenvolvimento de relações pessoais.

As famílias são compostas por pessoas diferentes, com dinâmicas distintas, e a adaptação constante a ambientes e horários pode levar a conflitos familiares, desorientação, perda de autonomia e baixa participação na tomada de decisões que resulta no esvaziar do papel do sénior.

O avô que tem de se adaptar a uma nova casa, um novo bairro, um novo centro de saúde e, por vezes, uma nova cidade, terá mais dificuldade em criar uma rede de relações sociais mais ampla do que a da sua família.

Além disso, a alteração de endereço significa mudança de médicos e outros profissionais de saúde que acompanham o sénior, o que dificulta a monitorização da sua saúde.

Apesar de actualmente ser relativamente simples o acesso à história clínica do paciente devido á internet, mudar de médico pode provocar ansiedade, depressão e diminuição do nível de satisfação com a vida.

A falta de comunicação e coordenação entre os profissionais de saúde, pode impedir a detecção precoce de sinais de dependência ou síndromes geriátricos e, portanto, atrasar a tomada de acções preventivas para evitar a dependência.

Caso aconteça uma mudança de residência familiar, é recomendável que o sénior leve consigo informação sobre:

·        Diagnósticos e tratamentos em vigor;

·       Periodicidade de reavaliação de exames;

·        Possíveis alergias ou intolerâncias.

Algumas sugestões do presidente da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia para atenuar as consequências negativas das mudanças de casa:

·       Disponibilizar espaço e um lugar específico dentro da família;

·       Garantir a privacidade necessária;

·        Criar condições para que o sénior mantenha as suas rotinas e estimular a sua independência e autonomia;

·       Prolongar ao máximo a sua estadia em cada domicílio e distanciar no tempo as mudanças de habitação.

·       Manter uma boa comunicação entre toda a família que abriga o sénior.

 

Fonte: https://www.segg.es/info_prensa.asp?pag=1&cod=485

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