Quando um familiar é diagnosticado com demência, surge uma enxurrada de perguntas e emoções que abalam os pilares das vidas das pessoas mais próximas.
Como ajudar?
Qual é a medicação?
E quando não me reconhecer?
Serei capaz de lidar com a situação?
Qual é o futuro próximo?
A partir desse momento a alteração de comportamento que tinha vindo a ser observada desde há algum tempo passa a ter um nome: demência.
É muito importante ter sempre presente que a memória emocional permanece intacta: talvez o familiar a partir de um dado momento não se lembre da família nem quem ele é, mas vai-se recordar da emoção de um beijo, da ternura do abraço, do amor de um olhar.
O que é memorizado através da porta das emoções perdura mesmo em fases avançadas de demência e o ser humano sente sempre, mesmo quando não consegue comunicar o que sente.

Devem ser lembradas as lutas que o familiar travou ao longo da sua vida, a coragem com que enfrentou os problemas, o esforço e o trabalho que teve para ter a família bem e unida.
Os cuidadores devem ter cuidado com a sua saúde, e por isso devem ter momentos de descanso para desligar e aliviar a sobrecarga, recolher informação e participar em encontros com outras famílias que estão na mesma situação para compartilhar experiências e estratégias.