O ambiente físico e social pode estimular negativamente ou positivamente qualquer ser humano em geral, e em particular as pessoas com demência. A habitação deve ser um espaço tranquilizador, com temperatura adequada, seguro, com uma iluminação suave, sem sombras, e com padrões lisos na decoração devido às alterações que acontecem com a doença de Alzheimer na perceção da visão.
Os cinco sentidos são portas de entrada de estimulação cognitiva e do bem-estar. A estimulação sensorial através de aromas como a lavanda, sons da natureza, música zen, alimentos com sabores que façam parte da memória, têxteis macios (estimulação táctil através de almofadas feitas de materiais adequados, …) são formas de prevenir alterações negativas de comportamento.
O design do espaço da residência do ser humano com demência deve ser olhado como um todo na promoção do bem-estar, tendo em conta aspetos como as cores, a iluminação, os materiais utilizados, e o mobiliário.
A iluminação da casa com luzes LED (sem provocar sombras) têm um impacto positivo no comportamento à semelhança do que acontece com o som, o paladar, os aromas e o toque.

Algumas sugestões para melhorar o bem-estar do cuidador e do seu familiar:
· Criar um espaço seguro e relaxante;
· Passar filmes antigos com enredos simples para estimular a memória e provocar o bem-estar do familiar paciente.
· Utilizar aromas como por exemplo a lavanda para estimular o humor positivo;
· Utilizar a estimulação táctil para lidar com o stress através de almofadas feitas de materiais apropriados com botões, bolsos, fitas e fechos; assegurar que os itens utilizados são familiares (têm significado para o paciente) e adequados;
· Proporcionar música ambiente relaxante;
· O paladar também é uma porta de entrada para as memórias emocionais, e o que é memorizado emocionalmente perdura mesmo em fases avançadas de demência. É preciso, no entanto ter a noção que com o envelhecimento “normal” ou fisiológico os sentidos podem ser afetados;
· Certificar que a habitação tem uma temperatura confortável.
Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2014/10/141021210650.htm